Minha primeira vez como tia....



Dia 16/04/2014, há quase um ano, você nasceu e eu me tornei tia. Para sempre. Mas, afinal de contas, o que é ser tia?, eu não sabia. Você não veio com manual de instruções e nem nada do tipo que pudesse ao menos me ajudar #OMG!
Descobri, então, sozinha e aos poucos, que era muito mais do que trocar fraldas de cocô sem nojinho ou ficar te olhando enquanto sua mãe preparava a sua papinha. Não, não, era muito mais do que isso. Descobri que ficar para a titia é muito legal, sim! E descobri, ou melhor, senti, da melhor maneira, a amplitude de um amor. É bem aquela frase mesmo "ser tia é amar uma pessoinha que não é sua, mas a quem você pertence". 

Ser tia é ficar feliz com cada conquista dele, é levar um tapinha inocente e achar que não foi nada, quer dizer, achar a maior graça. Aliás, é achar graça em tudo o que ele faz (e tirar foto de tudo o que ele faz); seja fazer a maior bagunça enquanto toma banho, soltar um pum, dar o primeiro passinho e dizer "dá" com toda a autoridade de um policial. É receber um beijo todo molhado na bochecha e se desmanchar de amores, porque afinal de contas, é o melhor beijo que você recebeu em toda a sua vida.
Ser tia é sentir saudade depois de UM loooongo dia sem vê-lo. É achar que ganhou na loteria quando, no dia seguinte, você o vê e percebe que ele também estava com saudades e te abraça tão forte pra sair do colo da mamãe e ir para o seu. É você andar nas lojas e sempre pensar toda vez que vê algum brinquedo ou roupa ou demais itens para bebês: "será que o Luquinhas iria gostar"? É você sempre voltar das viagens com algum presentinho pra ele. É você se sentir a pessoa mais linda quando perguntam "cadê a titia-dinda?" e ele olhar para você. É você se sentir a pessoa mais querida quando ele dá um berro de felicidade ao te ver. É rir de quando ele fala "ulha", por exemplo, embora você deteste que assassinem a língua portuguesa, mas não tem problema porque soa tão fofinho na voz dele *-*. É você olhar, pela primeira vez, para aquele bebezinho de olhos fechados e não querer nenhuma outra coisa a não ser estar ali, velando-o enquanto dorme e você fazendo mil planos de tudo o que aprontarão juntos. É se tornar criança outra vez e relembrar a melhor fase da vida. É você escrever um texto para ele sem usar ctrl c + ctrl v de alguma mensagem de amor do google.

Mas, ser tia é mais. É muito mais do que isso. É indefinível, incomparável e inexplicável esse sentimento que brota antes mesmo do sobrinho nascer, embora seja inconsciente e você só percebe mesmo que já o ama há muuuito tempo quando o pega nos braços e sente o seu mundo ali. É uma benção divina, a essência da vida. É amor em toda a sua singularidade e plenitude. É amor e ponto final.
 

Minha primeira viagem de cruzeiro...



Eu ainda estava naquela pós depressão Jack Dawson e com a esperança de que a minha vida seria como o script de um filme de Hollywood e que eu encontraria o grande amor da minha vida num navio , como a Rose Dewitt Bukater (escrevi sem pesquisar, devido ao meu fanatismo). Em que eu o conheceria na popa - não necessariamente tentando me suicidar - e que nos beijariamos lindamente na proa (ou no solarium, já que de fato a passagem para a proa não era permitida aos passageiros).
Eu acordei bem cedinho, pois queria aproveitar ao máximo cada instante da minha primeira viagem de cruzeiro. Dirigi-me para a proa, até que descobri que aquele não era o tal do norte que o sol
nasceria que estava descrito no diário de bordo (sou zero para essas tais direções, geografia e afins).
Então fui direto para a popa, o navio estava quase deserto, pois deveria ser antes das 6 hrs!
~Uma pausa necessária para descrever a belezura que é poder presenciar o nascimento do sol. GEEENTCH! Só não é tão lindo quanto presenciar o nascimento de um filho (não tenho filho, mas acho que é quase parecido). Eu fiquei quase sem fôlego, sério. O sol despejando centelhas de raios pelo mar.... Eu me senti abraçada pelo sol, e foi um abraço - literalmente - quente e gostoso. ~
Enquanto admirava a bela paisagem que Deus presenteou os meus olhos, conheci um falso gringo com a marca do óculos de sol na pele bronzeada, um carinha que estava longe de ser o meu Jack Dawson #grazadeus. Conheci-o, de fato na popa, ele estava descendo a escada e o nosso papo foi mais ou menos o seguinte :
- Buenos dias!
- Good morning! - eu respondi, educadamente.
- Como usted lo llama?
- My name is Daniele. What's your name?
- Yo lo llamo Roberto - pseudônimo, não lembro de fato. - Hablas español?
~ Sério mesmo que a gente ficou conversando em dois idiomas diferentes, entendendo um ao outro, mesmo que ambos falassem português! ~
- Sorry, I don't speak spanish, only portuguese.
- Yo tambíen.
- Cool
- Si.
A partir daí, ficamos conversando sobre a paisagem, nossas vidas e viagem, agora em português mesmo. Fomos admirar a vista da proa e, depois de ele jogar a maior ladainha, enfim, nos beijamos. E parou por aí mesmo, ninguém me desenhou nem nada. Enfim, meu primeiro beijo num navio não foi com ninguém importante, mas foi com uma vista maravilhosa e imitando o
roteiro do Titanic! O crédito não é nem um pouco desse carinha, mas da vida generosa comigo que proporcionou esse momento tão romântico para uma garota tão romântica quanto eu!
Obrigada, vida! #atéqueenfim   
 
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